La La Land e sua capacidade de
impressionar. Todo mundo fala de filmes que concorrem ao Oscar, ou pelo menos a
crítica toda corre para assistir e seguir a maresia que geralmente é: falar
bem. Ou quando o seu senso crítico é altamente apurado ou, talvez, você seja
apenas mais um hate da Internet afagado pelas graças de trabalhar com isso, irá
criticar. Mas, voltando ao ponto central, é óbvio e chega a ser meio clichê,
porém, não tem como negar que o número de abertura de La La
Land nos empolga, apresenta uma cidade regada a trânsito e
engarrafamento de milhões de corações que aspiram por uma chance de ser alguém,
não um alguém como você e eu meu caro amigo, mas ser o artista completo e
realizado vivendo seu sonho em Hollywood.
Sua sequência inicial diz a que veio este filme, nos encher de amor, e torcer para que nossas vidas sejam tão regadas a cor como as usadas nas locações e nos figurinos que diga-se de passagem tem seu charme.
Sua sequência inicial diz a que veio este filme, nos encher de amor, e torcer para que nossas vidas sejam tão regadas a cor como as usadas nas locações e nos figurinos que diga-se de passagem tem seu charme.
Mia é nossa figura central, a atriz que sonha
em ser aquele tal alguém dito a cima, e que com vários empurrões da vida,
sempre se esbarra em Sebastian um exímio pianista movido pelas grandes
sensações que o Jazz causa nele, e em nós, a medida que o filme discorre sobre seu
objetivo de ser belo.
Com músicas excelentes, colocadas perfeitamente
em seus lugares é quase impossível ficar sem se mover quando tudo é all that
Jazz. Mas o ponto é, algumas canções se repetem e em cada vez que surgem você
espera que algo aconteça, e esse algo nem sempre pode ser algo bom, algumas
vezes, pode ser maravilhoso. Para os mais sensíveis, cabe dizer que essas
músicas podem tocar bem fundo em você, e para os nem tão assim, são momentos
agradáveis.
Particularmente esse filme traz um glamour de
uma old Hollywood, traz a beleza de planos sequenciais incríveis muito bem
gravados e entregues como a sétima arte pode nos proporcionar. Los Angeles
nunca foi tão linda, tão poética, tão cheia de esperanças como apresentado em La La Land.
No entanto, em meio a tantas esperanças, tantos
sonhos, e tanto simbolismo apresentado, es que a vida é apresentada em sua
forma mais cruel, ganhasse o que se almeja, mas não se pode ter tudo, o que é
bem marcado para os mais atentos ao seu final.
Uma obra de arte. Um desenho com uma moldura
primorosa. O melhor mix da sétima arte, com planos sequências, efeitos
práticos, a mostra dos bastidores, o desenho e o avião passeando.
Definitivamente La La Land merece seu lugar ao
sol, e movendo as estações.
Status: Filme que emociona e faz vibrar com uma dor no peito dos sensíveis com o seu findar.