quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando estações: Todo meu amor e uma parte ainda a doer

La La Land e sua capacidade de impressionar. Todo mundo fala de filmes que concorrem ao Oscar, ou pelo menos a crítica toda corre para assistir e seguir a maresia que geralmente é: falar bem. Ou quando o seu senso crítico é altamente apurado ou, talvez, você seja apenas mais um hate da Internet afagado pelas graças de trabalhar com isso, irá criticar. Mas, voltando ao ponto central, é óbvio e chega a ser meio clichê, porém, não tem como negar que o número de abertura de La La Land nos empolga, apresenta uma cidade regada a trânsito e engarrafamento de milhões de corações que aspiram por uma chance de ser alguém, não um alguém como você e eu meu caro amigo, mas ser o artista completo e realizado vivendo seu sonho em Hollywood.
            Sua sequência inicial diz a que veio este filme, nos encher de amor, e torcer para que nossas vidas sejam tão regadas a cor como as usadas nas locações e nos figurinos que diga-se de passagem tem seu charme.
Mia é nossa figura central, a atriz que sonha em ser aquele tal alguém dito a cima, e que com vários empurrões da vida, sempre se esbarra em Sebastian um exímio pianista movido pelas grandes sensações que o Jazz causa nele, e em nós, a medida que o filme discorre sobre seu objetivo de ser belo.
Com músicas excelentes, colocadas perfeitamente em seus lugares é quase impossível ficar sem se mover quando tudo é all that Jazz. Mas o ponto é, algumas canções se repetem e em cada vez que surgem você espera que algo aconteça, e esse algo nem sempre pode ser algo bom, algumas vezes, pode ser maravilhoso. Para os mais sensíveis, cabe dizer que essas músicas podem tocar bem fundo em você, e para os nem tão assim, são momentos agradáveis.
Particularmente esse filme traz um glamour de uma old Hollywood, traz a beleza de planos sequenciais incríveis muito bem gravados e entregues como a sétima arte pode nos proporcionar. Los Angeles nunca foi tão linda, tão poética, tão cheia de esperanças como apresentado em La La Land.
No entanto, em meio a tantas esperanças, tantos sonhos, e tanto simbolismo apresentado, es que a vida é apresentada em sua forma mais cruel, ganhasse o que se almeja, mas não se pode ter tudo, o que é bem marcado para os mais atentos ao seu final.
Uma obra de arte. Um desenho com uma moldura primorosa. O melhor mix da sétima arte, com planos sequências, efeitos práticos, a mostra dos bastidores, o desenho e o avião passeando. Definitivamente La La Land merece seu lugar ao sol, e movendo as estações.

Status: Filme que emociona e faz vibrar com uma dor no peito dos sensíveis com o seu findar.